Doações ao Fundo Nacional da Pessoa Idosa: Incentivos fiscais para doador pessoa física e jurídica

Resumo:

Estudaremos neste Roteiro de Procedimentos os aspectos tributários relacionados às doações efetuadas ao Fundo Nacional da Pessoa Idosa, com vistas a incentivar as pessoas físicas e jurídicas a participarem da causa. Essa doação, sendo bem controlada e administrada não acarretará custos adicionais para o doador, pois o montante doado poderá ser abatido do Imposto de Renda dos contribuintes, desde que observados os requisitos legais presentes na legislação.

Lembramos que as regras tributárias tratadas neste trabalho também valem para as doações efetuadas aos Fundos Municipais e Estaduais do Idoso quando legalmente constituídos.

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1) Introdução:

Com fundamento no artigo 115 do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e objetivando financiar programas e ações que visem assegurar os direitos sociais dos idosos e também estabelecer condições para promover a autonomia, integração e participação efetiva da terceira idade na sociedade, foi criado em 20/01/2010, pela Lei nº 12.213/2010 (1) o Fundo Nacional da Pessoa Idosa, cuja gerencia caberá ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDI). Uma iniciativa semelhante foi a criação do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA), que já contempla mais de 20 (vinte) anos no Brasil.

Citada Lei também inova ao autorizar os contribuintes, pessoas físicas ou jurídicas, a deduzir do Imposto de Renda devido as doações efetuadas aos Fundos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso. As doações deverão ser devidamente comprovadas e não podem ser deduzidas como despesa operacional da pessoa jurídica.

Nesse trabalho, tentaremos incentivar as pessoas físicas e jurídicas a participarem dessa causa, assim, discorreremos acerca desse incentivo fiscal e dos procedimentos relacionados a dedutibilidade da doação no Imposto de Renda devido, observando que a dedução só será permitida a partir da entrada em vigor da nova legislação, ou seja, a partir de 01/01/2011 (ano-calendário 2011).

Nota Valor Consulting:

(1) A Lei nº 12.213/2010 é o resultado da conversão do Projeto de Lei (PL) nº 6.015/2005.

Base Legal: Art. 115 da Lei nº 10.741/2003; Arts. 1º, caput, 2º e 3º, caput da Lei nº 12.213/2010 e; Art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

2) Fundo Nacional da Pessoa Idosa:

A Lei nº 12.213/2010 instituiu o Fundo Nacional da Pessoa Idosa objetivando o financiamento de programas e ações relativas ao cidadão brasileiro com mais de 60 (sessenta) anos de idade, com vistas a assegurar os seus direitos sociais e criar as condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade.

Base Legal: Art. 1º, caput da Lei nº 12.213/2010 (Checado pela Valor em 18/09/22).

2.1) Origem das Receitas do Fundo:

Para poder cumprir seus objetivos institucionais a lei especificou as origens das receitas que comporão o Fundo Nacional da Pessoa Idosa, a saber:

  1. os recursos que, em conformidade com o artigo 115 da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), foram destinados ao Fundo Nacional de Assistência Social, para aplicação em programas e ações relativos ao idoso;
  2. as contribuições referidas nos artigos 2º e 3º da Lei nº 12.213/2010, que lhe forem destinadas;
  3. os recursos que lhe forem destinados no orçamento da União;
  4. contribuições dos governos e organismos estrangeiros e internacionais;
  5. o resultado de aplicações do governo e organismo estrangeiros e internacionais;
  6. o resultado de aplicações no mercado financeiro, observada a legislação pertinente; e
  7. outros recursos que lhe forem destinados.
Base Legal: Art. 1º, § único da Lei nº 12.213/2010 (Checado pela Valor em 18/09/22).

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2.2) Gestão do Fundo:

É de competência do CNDI a gerência do Fundo Nacional da Pessoa Idosa, desta forma, caberá a este órgão fixar os critérios de utilização dos recursos alocados neste Fundo.

O CNDI é um órgão superior de natureza e deliberação colegiada, permanente, paritário e deliberativo que, integra a estrutura regimental da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Sua função é elaborar as diretrizes para a implementação da Política Nacional do Idoso, todas as medidas tomadas pela entidade devem estar de acordo com as determinações do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003).

A Política Nacional do Idoso vem se configurando a algum tempo no país com o intuito de buscar a garantia dos direitos dos idosos considerando a nova composição etária do Brasil. Nas últimas décadas, a nação tem enfrentado um aumento da população mais velha, o que significa que em pouco tempo o vértice piramidal, que retrata as faixas etárias dos habitantes será invertido. Os jovens serão uma pequena fatia desse montante, enquanto a faixa de idosos será transformada na predominante.

Nesse contexto o CNDI zela pela aplicação da política nacional de atendimento ao idoso e fiscaliza suas ações de execução, promove a cooperação entre os governos e a sociedade civil organizada pela valorização do direito do idoso e apoia a promoção de campanhas educativas sobre o tema, com a indicação das medidas a serem adotadas nos casos de atentados ou violação desses direitos.

Base Legal: Art. 4º da Lei nº 12.213/2010 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3) Tratamento Tributário:

Desde o ano-calendário de 2011, a legislação tributária prevê a dedução no Imposto de Renda apurado pelas pessoas físicas e jurídicas, das doações feitas aos Fundos do Idoso controlados por Conselho Municipal, Estadual e Nacional.

Veremos abaixo, como funciona a sistemática de dedução da referida doação, tanto para pessoa física, como para pessoa jurídica.

Base Legal: Equipe Valor Consulting.

3.1) Contribuições efetuadas por Pessoa Física:

A Lei nº 12.213/2010 alterou a Lei nº 9.250/1995 para autorizar as pessoas físicas a deduzir do Imposto de Renda devido as doações efetuadas no ano-calendário aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Federal do Idoso. Desta forma, as doações efetuadas até 31 de dezembro poderão ser abatido diretamente do Imposto de Renda apurado na Declaração de Ajuste Anual (DAA) (2) no respectivo ano-calendário, cuja entrega se dá no ano subsequente.

Concomitantemente a essa dedução, e desde que respeitado o limite de 6% (seis por cento) do Imposto de Renda devido apurado na DAA, a partir do exercício de 2020, ano-calendário de 2019, a pessoa física também poderá optar pela doação aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso de que trata o artigo 12, caput, I da Lei nº 9.250/1995 diretamente em sua DAA. Essa doação poderá ser deduzida até o percentual de 3% (três por cento) aplicado sobre o Imposto de Renda devido apurado na declaração.

A dedução de até 3% (três por cento):

  1. está sujeita ao limite de 6% (seis por cento) do imposto de renda devido apurado na declaração, observado o disposto no artigo 22 da Lei nº 9.532/1997;
  2. não se aplica à pessoa física que:
    1. utilizar o desconto simplificado;
    2. apresentar a declaração em formulário; ou
    3. entregar a declaração fora do prazo;
  3. aplica-se somente a doações em espécie; e
  4. não exclui ou reduz outros benefícios ou deduções em vigor.

O pagamento da doação nessas condições deve ser efetuado até a data de vencimento da 1ª (primeira) quota ou da quota única do imposto, observadas instruções específicas da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). O não pagamento da doação nesse prazo implica a glosa definitiva dessa parcela de dedução, e obriga a pessoa física ao recolhimento da diferença do imposto devido apurado na DAA, com os acréscimos legais previstos na legislação.

Nota Valor Consulting:

(2) A dedução das contribuições e doações é admitida somente às pessoas físicas que optarem pelo modelo completo da DAA.

Base Legal: Art. 12, caput, I da Lei nº 9.250/1995; Arts. 2º e 2º-A da Lei nº 12.213/2010 e; Art. 9º, caput da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

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3.1.1) Limite da dedução:

O valor doado ao Fundo Nacional da Pessoa Idosa somente poderá ser deduzido se observado o limite global de dedução estabelecido na legislação tributária que, atualmente, é de 6% (seis por cento) do imposto apurado na DAA da pessoa física. Assim, a soma de todas as deduções permitidas pela legislação não poderá ultrapassar o limite de 6% (seis por cento) do imposto devido anualmente, não sendo aplicáveis limites específicos a quaisquer dessas deduções, exceto para o incentivo previsto na letra "b" abaixo. O valor que ultrapassar esse limite (6%), não poderá ser deduzido nas DAA posteriores.

Atualmente a legislação permite a dedução dos seguintes incentivos:

  1. contribuições feitas aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente;
  2. as doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente Nacional, Estaduais, Distrital ou Municipais (3);
  3. contribuições feitas ao Fundo Nacional da Pessoa Idosa controlado pelo Conselho Municipal, Estadual e Nacional do Idoso;
  4. contribuições efetivamente realizadas em favor de projetos culturais, aprovados na forma da regulamentação do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído pelo artigo 1º da Lei nº 8.313/1991;
  5. investimentos feitos a título de incentivo às atividades audiovisuais (cinema e vídeo), na forma e nas condições previstas nos artigos 1º e 4º da Lei nº 8.685/1993;
  6. incentivos ao esporte, na forma da Lei nº 11.438/2006;
  7. até o exercício de 2015, ano-calendário de 2014, a contribuição patronal paga à Previdência Social pelo empregador doméstico incidente sobre o valor da remuneração do empregado; e
  8. as doações e patrocínios diretamente efetuados por pessoas físicas e jurídicas no âmbito do Pronon e do Pronas/PCD, previamente aprovado pelo Ministério da Saúde.

Nota Valor Consulting:

(3) A doação de que trata a letra "b" poderá ser deduzida até o percentual de 3% (três por cento) aplicados sobre o imposto apurado na declaração, observado o limite global de 6% (seis por cento).

Base Legal: Art. 12 da Lei nº 12.715/2012; Art. 22 da Lei nº 9.532/1997 e; Arts. 10 e 55 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22)..

3.1.2) Cálculo do limite dedutível e prestação de conta:

A soma dos valores doados no ano-calendário poderá ser abatido do Imposto de Renda devido, desde que observados os limites já tratados neste trabalho. Na DAA a soma dos valores doados deverá ser lançado na ficha "Doações Efetuadas".

A título de exemplo, suponhamos que José Carlos Almeida tenha, durante o ano-calendário de 2X01, efetuado doações ao Fundo Municipal do Idoso da cidade de Campinas/SP no valor total de R$ 650,00 (Não houve outro tipo de doação passível de dedução) e que tenha apurado na sua DAA a importância de R$ 6.739,00 à título de Imposto de Renda, antes das deduções e do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) ou pago no Carnê-Leão. O total do IRRF no ano-calendário de 2X01 foi de R$ 6.800,00.

Considerando que a dedução do valor doado está limitado a 6% (seis por cento) do Imposto de Renda devido, teremos a seguinte equação para cálculo do limite dedutível:

Limite Dedutível = IR devido * Limite =>

=> Limite Dedutível = R$ 6.739,00 * 6% =>

=> Limite Dedutível = R$ 404,34

Com essas informações teremos a seguinte apuração de Imposto de Renda:

Imposto de Renda Apurado:R$ 6.739,00
(-) Dedução ao Fundo do Idoso:R$ 404,34
(=) Imposto Devido:R$ 6.334,66
(-) IRRF:R$ 6.800,00
(=) Imposto a Restituir:R$ 465,34

Podemos observar que José Carlos terá R$ 465,34 de Imposto de Renda a restituir no ano-calendário subsequente ao período de apuração, caso não tivesse feito a doação sua restituição seria de apenas R$ 61,00. Desta forma, podemos concluir que a doação acaba sendo um "bom negócio", pois ao invés de entregar a quantia ao governo (Na forma de Imposto) o contribuinte tem a opção de repassá-lo a uma instituição que julgar apropriada, tendo assim, mais possibilidades de fiscalizar se seu dinheiro está sendo bem aplicado. O valor doado acaba retornando ao bolso do contribuinte na forma de dedução do Imposto de Renda.

Base Legal: Art. 10 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3.1.3) Repasses de valores doados ao Fundo dos Direitos da Pessoa Idosa (FDI):

Através do Ato Declaratório Executivo Codar nº 2/2022, o Coordenador-Geral de Arrecadação e de Direito Creditório veio dispor sobre repasses de valores doados ao Fundo dos Direitos da Pessoa Idosa (FDI), por meio do Programa Gerador da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. De acordo com esse Ato, Oos repasses de valores doados aos FDI por meio do Programa Gerador da DIRPF serão efetuados nas seguintes datas:

  1. em 04/03/2022, valores referentes aos exercícios de 2020 a 2021 ainda não repassados;
  2. em 29/07/2022, valores referentes ao exercício de 2022.

Para a efetivação dos repasses é necessário que as contas informadas no cadastro do fundos estejam em situação ativa na respectiva instituição bancária:

  1. até o dia 22/02/2022, para o repasse a que se refere a letra "a" anterior; e
  2. até o dia 06//072022, para o repasse a que se refere a letra "b" anterior.

Após a realização do Repasse Corrente, referente aos valores doados na DIRPF 2022, a Coordenação-Geral de Arrecadação e Direito Creditório (Codar) divulgará, em Ato Declaratório Executivo (ADE) específico, a relação dos fundos com dados corretos, inclusive os dados bancários, e que ficarão dispensados do cadastro para 2023, a ser realizado até outubro de 2022, conforme cronograma do MMFDH.

A partir de 2023, não mais serão considerados aptos para o Programa Gerador da DIRPF os fundos que já tenham informado ou venham a informar em seu cadastro número de inscrição CNPJ e/ou dados bancários pertencentes a Conselho Municipal/Estadual/Distrital do Idoso, mas tão somente CNPJ e dados bancários do próprio fundo, como estabelece o artigo 260-K do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Os fundos que se encontram na situação a que se refere o parágrafo anterior devem atualizar o seu cadastro em 2022, dentro do prazo estipulado em portaria do MMFDH. Nessa atualização, o fundo deverá informar número de inscrição no CNPJ e dados bancários próprios.

Base Legal: Ato Declaratório Executivo Codar nº 2/2022 (Checado pela Valor em 18/09/22).

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3.1.4) Comprovação da doação:

Os Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional do Idoso, controladores dos fundos beneficiados pelas doações, devem emitir comprovante (recibo) em favor do doador, este documento deverá conter no mínimo:

  1. o número de ordem;
  2. o nome, número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e o endereço do emitente;
  3. o nome, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do doador;
  4. a data da doação e valor recebido; e
  5. o ano-calendário a que se refere a doação

Referido comprovante poderá ser emitido anualmente, desde que sejam discriminados os valores doados mês a mês.

O contribuinte (doador) deverá manter a disposição da Receita Federal do Brasil o recibo para eventuais fiscalizações no prazo decadencial que, atualmente é de 5 (cinco) anos.

Base Legal: Arts. 4º, caput, § 1º e 11 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3.1.5) Doação de bens:

No caso de doação em bens, o comprovante a que nos referimos no subcapítulo 3.1.4 acima deverá conter a identificação dos bens, mediante descrição em campo próprio ou em relação anexa ao comprovante, informando também, se houve avaliação, o nome, número de inscrição no CPF ou no CNPJ e endereço dos avaliadores.

Para manter a possibilidade de dedução do incentivo hora estudado, o doador deverá, ainda:

  1. comprovar a propriedade dos bens mediante documentação hábil;
  2. baixar os bens doados na Declaração de Bens e Direitos da DAA; e
  3. considerar como valor dos bens doados o valor constante da última Declaração de Bens e Direitos da DAA, desde que não exceda o valor de mercado, ou o pago, no caso de bens adquiridos no mesmo ano da doação.

O preço obtido em caso de leilão não será considerado na determinação do valor dos bens doados, exceto se o leilão for determinado por autoridade judiciária.

Base Legal: Arts. 4º, § 2º, 5º e 12 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3.1.6) Prestação de informações e penalidades:

A fiscalização das doações feitas aos Fundos do Idoso caberá a RFB, no âmbito de suas atribuições. Desta forma, os órgãos responsáveis pela administração das contas dos Fundos do Idoso deverão informar à RFB os dados relativos ao valor das doações recebidas, nos termos do artigo 57 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011.

Para fins de comprovação, cada Fundo deverá registrar em sua escrituração contábil os valores recebidos e manter em boa ordem e guarda a documentação correspondente pelo prazo decadencial que, atualmente é de 5 anos.

O Fundo que deixar de emitir recibo ou prestar informações a RFB ficará sujeita à multa de R$ 80,79 (oitenta reais e setenta e nove centavos) a R$ 242, 51 (duzentos e quarenta e dois reais e cinquenta e um centavos), por comprovante ou relação não entregues.

Base Legal: Arts. 13 a 15 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

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3.2) Contribuições efetuadas por pessoa jurídica:

A partir da Lei nº 12.213/2010 também foi autorizado as pessoas jurídicas, tributadas pelo Lucro Real, a deduzirem do Imposto de Renda devido, em cada período de apuração (Anual ou Trimestral), o total das doações efetuadas aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Federal do Idoso, desde que devidamente comprovadas. Desta forma, as doações efetuadas até o final de cada período de apuração poderão ser abatidos diretamente do Imposto de Renda apurado, vedada sua dedução como despesa operacional.

Assim, o total das doações registradas na contabilidade como despesa operacional deverá ser adicionada ao Lucro Líquido do exercício para fins de apuração do Lucro Real, através da adição das quantias dadas no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). Mesmo procedimento deverá ser observado quanto a CSLL, ou seja, o total das doações deverá ser adicionado à base de cálculo da contribuição.

Base Legal: Art. 3º, caput da Lei nº 12.213/2010 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3.2.1) Limite da dedução:

Antes de tudo, nos cabe observar que apenas são dedutíveis a doação efetivamente realizada no período de apuração do IRPJ. Além disso, o doador tem de ter em mente que a soma das doações efetuadas ao Fundo Nacional da Pessoa Idosa não poderá ultrapassar 1% (um por cento) do imposto devido.

O valor das doações que excederem o limite de dedução de 1% (um por cento) não poderá ser deduzido do IRPJ devido em períodos de apuração subsequentes.

Base Legal: Art. 3º, § único da Lei nº 12.213/2010 e; Lei nº 8.069/1990 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3.2.2) Cálculo do limite dedutível e prestação de conta:

A soma dos valores doados no período de apuração poderá ser abatido do Imposto de Renda devido pelas pessoas jurídicas optantes pela sistemática de apuração do Lucro Real (Anual ou Trimestral) calculados à alíquota de 15% (quinze por cento), desde que observados os limites já tratados neste trabalho. Desta forma, não será permitida qualquer dedução a título de incentivo fiscal do adicional do Imposto de Renda, ou seja, aquele calculado à alíquota de 10% (dez por cento).

Já em relação ao imposto devido correspondente aos lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, também não será admitida qualquer destinação ou dedução a título de incentivo fiscal.

Por outro lado, será permitida a dedução no Imposto de Renda determinado com base no lucro estimado, calculado com base na Receita Bruta e nos acréscimos legais ou com base no resultado apurado em Balanço ou Balancete de Redução. Nesta hipótese, a valor deduzido do IRPJ com base no lucro estimado:

  1. não será considerado IRPJ pago por estimativa; e
  2. deve compor o valor a ser deduzido do IRPJ devido no ajuste anual.

A título de exemplo, suponhamos que a empresa Vivax Indústria e Comércio de Produtos Eletrônicos Ltda., empresa com sede no Município de Campinas/SP, tenha efetuado doações no exercício de 20X1 ao Fundo Municipal do Idoso do mesmo Município, no valor total de R$ 5.000,00 (Não houve outro tipo de doação passível de dedução). Considerando, ainda, que a empresa é optante pela sistemática de apuração do Lucro Real (Anual) e que no período de 01/01/2X01 à 31/12/2X01 tenha apurado um Imposto de Renda no valor de R$ 300.150,00 (Sem considerar o adicional), teremos a seguinte equação para o cálculo limite dedutível:

Limite Dedutível = IR devido * Limite =>

=> Limite Dedutível = R$ 300.150,00 * 1% =>

=> Limite Dedutível = R$ 3.001,50

Com essas informações teremos a seguinte apuração de Imposto de Renda:

(+) Imposto de Renda (15%):R$ 300.150,00
(+) Adicional de Imposto de Renda (10%):R$ 181.000,00
(=) Imposto de Renda Total:R$ 481.150,00
(-) Dedução ao Fundo do Idoso:R$ 3.001,50
(=) Imposto Devido:R$ 478.148,50

Podemos observar que a empresa Vivax deverá recolher R$ 478.148,50 (4) a título de Imposto de Renda, caso não tivesse feito a doação o saldo a recolher seria de R$ 481.150,00. Lembrando que o valor total doado deverá ser adicionado à Lucro Real e a Base de Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Nota Valor Consulting:

(4) Para facilitar o entendimento, nosso exemplo está considerando que não houve recolhimentos por estimativa no período de apuração em análise.

Base Legal: Equipe Valor Consulting.

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3.2.3) Comprovação da doação:

Os Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional do Idoso, controladores dos fundos beneficiados pelas doações, devem emitir comprovante (recibo) em favor do doador, este documento deverá conter no mínimo:

  1. o número de ordem;
  2. o nome, número de inscrição no CNPJ e o endereço do emitente;
  3. o nome, número de inscrição no CPF do doador;
  4. a data da doação e valor recebido; e
  5. o ano-calendário a que se refere a doação

Referido comprovante pode ser emitido anualmente, desde que sejam discriminados os valores doados mês a mês.

O contribuinte (doador) deverá manter a disposição da Receita Federal do Brasil o recibo para eventuais fiscalizações no prazo decadencial que, atualmente é de 5 (cinco) anos.

Base Legal: Arts. 4º, caput, § 1º e 11 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).

3.2.4) Doação de bens:

No caso de doação em bens, o comprovante deve conter a identificação dos bens, mediante descrição em campo próprio ou em relação anexa ao comprovante, informando também, se houve avaliação, o nome, número de inscrição no CPF ou no CNPJ e endereço dos avaliadores.

Para manter a possibilidade de dedução do incentivo hora estudado, o doador deverá, ainda:

  1. comprovar a propriedade dos bens mediante documentação hábil;
  2. baixar os bens doados na Declaração de Bens e Direitos da DAA; e
  3. considerar como valor dos bens doados o valor constante da última Declaração de Bens e Direitos da DAA, desde que não exceda o valor de mercado, ou o pago, no caso de bens adquiridos no mesmo ano da doação.

O preço obtido em caso de leilão não será considerado na determinação do valor dos bens doados, exceto se o leilão for determinado por autoridade judiciária.

Nota Valor Consulting:

(5) A Lei 12.213/2010 no caput do seu artigo 3º condiciona o aproveitamento do incentivo fiscal a sua devida comprovação. Considerando-se que a IN SRF nº 267/2002 dispõe sobre os documentos comprobatórios das doações efetuadas ao FIA e que até a presente data não houve regulamentação para as doações ao Fundo do Idoso, nossa equipe Técnica entende, por medida de segurança, que os mesmos documentos deverão ser utilizados para comprovação das doações ao Fundo do Idoso.

Base Legal: Arts. 4º, § 2º, 5º e 12 da Instrução Normativa RFB nº 1.131/2011 (Checado pela Valor em 18/09/22).
Informações Adicionais:

Este material foi escrito no dia pelo(a) Valor Consulting e está atualizado até a doutrina e legislação vigente em (data da sua última atualização), sujeitando-se, portanto, às mudanças em decorrência das alterações doutrinárias e legais.

Lembramos que não é permitido a utilização dos materiais aqui publicados para fins comerciais, pois os mesmos estão protegidos por direitos autorais. Também não é permitido copiar os artigos, materias e arquivos do Portal Valor Consulting para outro site, sistema ou banco de dados para fins de divulgação em sites, revistas, jornais, etc. de terceiros sem a autorização escrita dos proprietários do Portal Valor Consulting.

A utilização para fins exclusivamente educacionais é permitida, desde que indicada a fonte:

"Valor Consulting. Doações ao Fundo Nacional da Pessoa Idosa: Incentivos fiscais para doador pessoa física e jurídica (Área: IRPJ e CSLL). Disponível em: https://www.valor.srv.br/artigo.php?id=33&titulo=doacoes-ao-fundo-nacional-da-pessoa-idosa-incentivos-fiscais-para-doador-pessoa-fisica-e-juridica. Acesso em: 04/10/2022."

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Discorreremos no presente artigo a responsabilidade tributária presente nas reorganizações societárias, mais especificamente na cisão, extinção ou transformação, com fulcro no Código Tributário Nacional (CTN/1966) e no Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/2018). (...)

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Escrituração Contábil Fiscal (ECF)

Na Escrituração Contábil Fiscal (ECF), a pessoa jurídica deverá informar todas as operações que influenciem na composição da Base de Cálculo (BC) e na apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), bem como as informações que até então eram escrituradas no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) e no Livro de Apuração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Lacs), em meio físico. (...)

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Brasil e Polônia vão eliminar dupla tributação sobre a renda

Representantes da Secretaria Especial da Receita Federal do Ministério da Economia e autoridades tributárias do Ministério de Finanças da Polônia concluíram as negociações de um acordo que vai eliminar a dupla tributação sobre a renda e prevenir a sonegação fiscal. O documento fortalece a cooperação entre as administrações tributárias dos países, promove o intercâmbio de informações e as melhores práticas tributárias internacionais, além de proporci (...)

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OAB alega defasagem da alíquota adicional de IRPJ sobre lucro que exceder R$ 20 mil por mês

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questiona, no Supremo Tribunal Federal (STF), a validade de lei que prevê a incidência da alíquota adicional de 10% sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas (IRPJ) aderentes ao lucro real que excederem a apuração mensal de R$ 20 mil. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7221 foi distribuída ao ministro Luís Roberto Barroso, que, em razão da relevância da matéria, decidiu levá-la a exame dire (...)

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Receita Federal esclarece os requisitos para não tributar IRPJ e CSLL sobre perdão de multas e juros vinculados a autos de infração do ICMS no Lucro Presumido

Através da Solução de Consulta Cosit nº 172/2021, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) veio esclarecer quais são os requsitos para não adicionar à Base de Cálculo (BC) do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) o perdão de multas e juros vinculados a autos de infração do ICMS. Segundo o entendimento do órgão, no regime de tributação com base no lucro presumido, os valores recuperados de (...)

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Receita Federal publica Solução de Consulta para esclarecer o conceito de Receita Bruta

Através da Solução de Consulta Cosit nº 170/2021 a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), por intermédio da Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), veio esclarecer que a receita bruta de que trata o artigo 12 do Decreto-Lei nº 1.598/1977 (1), no caso de prestação de serviços, corresponde ao preço do serviço. Não se incluem no conceito de receita bruta os valores que circulam na contabilidade de pessoa jurídica e não lhe pertencem, sendo propriedade (...)

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Novo serviço no e-CAC da Receita Federal: Obtenção do Laudo Fiscal para destruição de bens

Através da Portaria Cofis nº 23/2021, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) veio a dispor sobre a disponibilização de um novo serviço no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC)... Trata-se da abertura de processo digital, no ambiente do e-CAC, para obtenção do Laudo Fiscal para destruição de bens, conforme Instrução Normativa RFB nº 2.022/2021. O serviço "Obter Laudo Fiscal de Destruição de Bens" está localizado na área de concentração temática (...)

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Usufruto de Participações Societárias. Distribuição Disfarçada de Lucros na Instituição de Usufruto de Juros Sobre o Capital

INTRODUÇÃO Em 4 de janeiro de 2021, o Diário Oficial da União divulgou o texto da Solução de Consulta COSIT nº 137/2020, na qual trata da dedução de despesas de juros sobre o capital que forem pagos aos usufrutuários de cotas ou ações do capital de sociedade. A meu juízo, o documento normativo aborda de modo escorreito o tema para firmar a interpretação no sentido de que, para efeitos de apuração do lucro real e do resultado ajustado, a pessoa jurídica po (...)

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Subvenções para investimentos: O calvário do contribuinte continua. A vitanda ilegalidade da Solução de Consulta Cosit nº 145/2020

A Solução de Consulta COSIT nº 145, publicada em 22 de dezembro de 2020, traz um novo entendimento da Receita Federal do Brasil sobre a interpretação das normas que tratam da isenção de IRPJ e CSLL sobre o montante das receitas de subvenções relacionadas ao ICMS nos termos dos artigos 30 e 50 da Lei nº 12.973/14, com alterações veiculadas pela Lei Complementar nº 160/17. De acordo com os exatos termos da ementa da referida Solução de Consulta: "a partir da Lei (...)

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Resumo dos indicadores econômicos e financeiros
Indicador Órgão Set/21 Out/21 Nov/21 Dez/21 Jan/22 Fev/22 Mar/22 Abr/22 Mai/22 Jun/22 Jul/22 Ago/22 Set/22 Out/22
Indicadores Econômicos (em porcentagem)
IBC-Br Bacen -0,23 0,41 0,89 0,63 -0,58 1,08 1,17 -0,36 -0,27 0,93 1,17
ICV DIEESE 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
IVAR FGV -0,88 -0,07 0,79 0,66 1,86 2,92 0,81 0,82 0,59 -0,31 1,05 1,76
IPC-M FGV 1,19 1,05 0,93 0,84 0,42 0,33 0,86 1,53 0,35 0,71 -0,28 -1,18 -0,08
IPC-DI FGV 1,43 0,77 1,08 0,57 0,49 0,28 1,35 1,08 0,50 0,67 -1,19 -0,57
IPC-10 FGV 0,93 1,26 0,79 1,08 0,40 0,39 0,47 1,67 0,54 0,72 0,42 -1,56 -0,14
IPA-M FGV -1,21 0,53 -0,29 0,95 2,30 2,36 2,07 1,45 0,45 0,30 0,21 -0,71 -1,27
IPA-DI FGV -1,17 1,90 -1,16 1,54 2,57 1,94 2,80 0,19 0,55 0,44 -0,32 -0,63
IPA-10 FGV -0,76 -0,77 1,31 -0,51 2,27 2,51 1,44 2,81 -0,08 0,47 0,57 -0,65 -1,18
INCC-M FGV 0,56 0,80 0,71 0,30 0,64 0,48 0,73 0,87 1,49 2,81 1,16 0,33 0,10
INCC-DI FGV 0,51 0,86 0,67 0,35 0,71 0,38 0,86 0,95 2,28 2,14 0,86 0,09
INCC-10 FGV 0,43 0,53 0,95 0,54 0,50 0,61 0,34 1,17 0,74 3,29 1,26 0,74 -0,02
IGP-M FGV -0,64 0,64 0,02 0,87 1,82 1,83 1,74 1,41 0,52 0,59 0,21 -0,70 -0,95
IGP-DI FGV -0,55 1,60 -0,58 1,25 2,01 1,50 2,37 0,41 0,69 0,62 -0,38 -0,55
IGP-10 FGV -0,37 -0,31 1,19 -0,14 1,79 1,98 1,18 2,48 0,10 0,74 0,60 -0,69 -0,90
IPC FIPE 1,13 1,00 0,72 0,57 0,74 0,90 1,28 1,62 0,42 0,28 0,16 0,12
IPP IBGE 0,25 2,26 1,46 -0,08 1,20 0,54 3,12 2,08 1,81 1,01 1,13 -3,11
IPCA-15 IBGE 1,14 1,20 1,17 0,78 0,58 0,99 0,95 1,73 0,59 0,69 0,13 -0,73 -0,37
IPCA IBGE 1,16 1,25 0,95 0,73 0,54 1,01 1,62 1,06 0,47 0,67 -0,68 -0,36
INPC IBGE 1,20 1,16 0,84 0,73 0,67 1,00 1,71 1,04 0,45 0,62 -0,60 -0,31
Indicadores Financeiros (em porcentagem)
Poupança Bacen 0,3012 0,3575 0,4412 0,4902 0,5608 0,5000 0,5976 0,5558 0,6671 0,6491 0,6639 0,7421 0,6814
TBF Bacen 0,4221 0,5046 0,5927 0,7191 0,7609 0,7272 0,8678 0,8159 0,9776 0,9496 0,9844 1,0929 1,0020
TJLP Bacen 0,4067 0,4433 0,4433 0,4433 0,5067 0,5067 0,5067 0,5683 0,5683 0,5683 0,5842 0,5842 0,5842
TR Bacen 0,0000 0,0000 0,0000 0,0488 0,0605 0,0000 0,0971 0,0555 0,1663 0,1484 0,1631 0,2409 0,1805
CDI Cetip 0,4420 0,4860 0,5868 0,7691 0,7323 0,7550 0,9271 0,8343 1,0346 1,0153 1,0349 1,1694
Selic RFB 0,44 0,49 0,59 0,77 0,73 0,76 0,93 0,83 1,03 1,02 1,03 1,17 1,07
Indicadores diversos (em Reais)
UPC Bacen 23,54 23,54 23,54 23,54 23,55 23,55 23,55 23,59 23,59 23,59 23,67 23,67 23,67
Minimo Federal 1.100,00 1.100,00 1.100,00 1.100,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00
Teto INSS Federal 6.433,57 6.433,57 6.433,57 6.433,57 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22
UFESP Sefaz/SP 29,09 29,09 29,09 29,09 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97
Resumo dos indicadores econômicos e financeiros
Indicador Órgão Jun/22 Jul/22 Ago/22 Set/22 Out/22
Indicadores Econômicos (em porcentagem)
IBC-Br Bacen 0,93 1,17
ICV DIEESE 0,00 0,00 0,00 0,00
IVAR FGV -0,31 1,05 1,76
IPC-M FGV 0,71 -0,28 -1,18 -0,08
IPC-DI FGV 0,67 -1,19 -0,57
IPC-10 FGV 0,72 0,42 -1,56 -0,14
IPA-M FGV 0,30 0,21 -0,71 -1,27
IPA-DI FGV 0,44 -0,32 -0,63
IPA-10 FGV 0,47 0,57 -0,65 -1,18
INCC-M FGV 2,81 1,16 0,33 0,10
INCC-DI FGV 2,14 0,86 0,09
INCC-10 FGV 3,29 1,26 0,74 -0,02
IGP-M FGV 0,59 0,21 -0,70 -0,95
IGP-DI FGV 0,62 -0,38 -0,55
IGP-10 FGV 0,74 0,60 -0,69 -0,90
IPC FIPE 0,28 0,16 0,12
IPP IBGE 1,01 1,13 -3,11
IPCA-15 IBGE 0,69 0,13 -0,73 -0,37
IPCA IBGE 0,67 -0,68 -0,36
INPC IBGE 0,62 -0,60 -0,31
Indicadores Financeiros (em porcentagem)
Poupança Bacen 0,6491 0,6639 0,7421 0,6814
TBF Bacen 0,9496 0,9844 1,0929 1,0020
TJLP Bacen 0,5683 0,5842 0,5842 0,5842
TR Bacen 0,1484 0,1631 0,2409 0,1805
CDI Cetip 1,0153 1,0349 1,1694
Selic RFB 1,02 1,03 1,17 1,07
Indicadores diversos (em Reais)
UPC Bacen 23,59 23,67 23,67 23,67
Minimo Federal 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00 1.212,00
Teto INSS Federal 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22 7.087,22
UFESP Sefaz/SP 31,97 31,97 31,97 31,97 31,97