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Difal na aquisição de Ativo Imobilizado usado por optante pelo Simples Nacional: RC nº 17.648/2018

Resumo:

Estamos publicando neste trabalho a íntegra da Resposta à Consulta nº 17.648/2018, na qual a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) manifestou entendimento sobre a incidência do Diferencial de Alíquotas (Difal) na entrada de bem do Ativo Imobilizado (AI) adquirido usado de remetente localizado em outro Estado, ou seja, na compra de contribuinte paulista em outro Estado.

1) Introdução:

Através da Resposta à Consulta nº 17.648/2018 a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) concluiu que o Diferencial de Alíquotas (Difal) não é devido na entrada de bem do Ativo Imobilizado (AI) adquirido usado de remetente localizado em outro Estado desde que esse, por sua vez, também o houvesse utilizado como bem do Ativo Imobilizado (AI).

Se você já realizou ou pretende realizar operação de compra de bem usado para utilização em linha de produção, não pode deixar de ler o presente material, pois o mesmo lhe ajudará a interpretar se há ou não incidência do Diferencial de Alíquota (Difal) do ICMS na operação de compra de bem usado em operação interestadual... Leia, analise e faça seu planejamento tributário antes de realizar a operação.

Porém, caso necessite de um "Laudo Técnico) devidamente fundamentado da operação, saiba que a Valor Consulting é uma consultoria tributária especializada, entre outros tributos, no ICMS... Assim, caso seja de seu interesse, podemos ir até sua empresa mapear a operação que pretende realizar, analisar (cotejar) essa operação perante a legislação tributária e finalmente emitir um "Laudo Técnico" que lhe trará tranquilidade a respeito da melhor forma (e a menos onerosa) de realizar determinada operação... Fale Conosco para saber mais!

Base Legal: RC nº 17.648/2018 (Checado pela Valor Consulting em 10/06/19).

2) Resposta à Consulta nº 17.648/2018:

Neste capítulo estamos publicando, na íntegra, a Resposta à Consulta nº 17.648/2018:

RESPOSTA À CONSULTA TRIBUTÁRIA 17648/2018, de 08 de Junho de 2018.

Disponibilizado no site da SEFAZ em 14/06/2018.

Ementa

ICMS – Aquisição de bem do ativo imobilizado usado por contribuinte optante pelo Simples Nacional – Diferencial de Alíquotas.

I – O diferencial de alíquotas não é devido na entrada de bem do ativo imobilizado adquirido usado de remetente localizado em outro Estado desde que esse, por sua vez, também o houvesse utilizado como bem do ativo imobilizado.


Relato

1. A Consulente, optante pelo Simples Nacional, cuja CNAE corresponde a "comércio varejista de artigos de óptica" (47.74-1/00), informa haver adquirido equipamento classificado sob o código 8464.90.19 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) para seu ativo imobilizado. O vendedor, não optante pelo Simples Nacional, está localizado no Estado do Rio de Janeiro e o equipamento é usado. Explica que a Nota Fiscal correspondente a essa operação destaca o ICMS à alíquota de 4% e que o fornecedor alega a aplicabilidade do Convênio ICMS-52/1991.

2. Questiona sobre a aplicabilidade do citado Convênio ICMS-52/1991 a essa operação e indaga como calcular o diferencial de alíquotas correspondente.

Interpretação

3. Preliminarmente, observe-se que a Consulente não descreve o bem adquirido, limitando-se a fornecer o código de classificação da mercadoria, e também não informa como se dá sua utilização em suas atividades, razão pela qual a presente resposta será dada apenas em tese e não gera direitos de qualquer natureza. Cumpre-nos informar, ainda, que não cabe a esta Consultoria manifestar-se sobre a cobrança do imposto na saída do bem do estabelecimento no Estado do Rio de Janeiro, posto que esse assunto é de competência da Secretaria da Fazenda daquela unidade da Federação. Além disso, a presente resposta adota a premissa de que a máquina adquirida pela Consulente estava em uso no estabelecimento vendedor, sendo bem pertencente ao seu ativo imobilizado. Caso essa premissa não seja verdadeira, a presente resposta não produzirá efeitos e a Consulente poderá formular nova consulta em que exponha, de forma completa e exata, a matéria de fato.

4. Isso posto, observe-se que, de acordo com o art. 13, § 1º, XIII, alínea "h", e § 5º, da Lei Complementar nº 123/2006, o regime do Simples Nacional não exclui a incidência do ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual na entrada de mercadoria não sujeita ao regime de antecipação do recolhimento do imposto proveniente de outro Estado ou do Distrito Federal.

5. Dessa forma, contribuinte paulista optante pelo Simples Nacional que promover a entrada de mercadoria destinada a industrialização, comercialização, material de uso e consumo ou bem do ativo permanente, proveniente de contribuinte do ICMS optante ou não optante pelo Simples Nacional situado em outra unidade da federação, deverá recolher, até o último dia do segundo mês subsequente ao da entrada, o valor equivalente à multiplicação do percentual correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual pela base de cálculo, quando a alíquota interestadual for inferior à interna (artigo 115, XV-A, alínea "a", do Regulamento do ICMS – RICMS/2000).

6. Entretanto, não há a obrigação de recolher o diferencial de alíquota quando a legislação paulista previr que a operação, se fosse interna, seria albergada por isenção ou não incidência.

7. É o que se dá na situação apresentada pela Consulente. Quando há a compra de um bem usado destinado ao ativo imobilizado, adquirido de contribuinte domiciliado em outro Estado, que não comercialize habitualmente o bem envolvido na operação, o diferencial de alíquotas não é devido, uma vez que operações internas que envolvam a saída de bem do ativo imobilizado do estabelecimento de contribuinte paulista estão fora do campo de incidência do imposto, nos termos do artigo 7º, inciso XIV, do RICMS/2000.

7.1. Importante ressaltar que bens e mercadorias usados podem ser envolvidos em operações revestidas de habitualidade e com volume que caracterize intuito comercial ficando, assim, dentro do campo de incidência do ICMS.

7.2. O elemento definidor do não cabimento do diferencial de alíquota no caso em tela é a utilização do bem em questão pelo remetente, como ativo imobilizado, e não como mercadoria comercializada habitualmente e com intuito comercial.

8. Por fim, informamos que não há direito ao crédito do imposto destacado pelo vendedor na Nota Fiscal que acompanhou o referido equipamento.

Nota Valor Consulting:

(1) A Resposta à Consulta Tributária aproveita ao consulente nos termos da legislação vigente. Deve-se atentar para eventuais alterações da legislação tributária.

Base Legal: RC nº 17.648/2018 (Checado pela Valor Consulting em 10/06/19).
Informações Adicionais:

Este material foi escrito no dia 22/06/2018 pela Equipe Técnica da Valor Consulting e está atualizado até a legislação vigente em 10/06/2019 (data da sua última atualização), sujeitando-se, portanto, às mudanças em decorrência das alterações legais.

Não é permitido a utilização dos materiais publicados pela Valor Consulting para fins comerciais, pois os mesmos estão protegidos por direitos autorais. Também não é permitido copiar os artigos, materias e arquivos do Portal Valor Consulting para outro site, sistema ou banco de dados para fins de divulgação em sites, revistas, jornais, etc de terceiros sem a autorização escrita dos proprietários do Portal Valor Consulting.

A utilização para fins exclusivamente educacionais é permitida, desde que indicada a fonte:

"Valor Consulting. Difal na aquisição de Ativo Imobilizado usado por optante pelo Simples Nacional: RC nº 17.648/2018 (Área: ICMS paulista). Disponível em: https://www.valor.srv.br/matTecs/matTecsIndex.php?idMatTec=666. Acesso em: 22/09/2019."